Síndrome Koolen de Vries é uma desordem caracterizada por atraso no desenvolvimento e deficiência intelectual (leve a moderada). Também é conhecido por síndrome 17q21.31; síndrome de microdeleção 17q21.31; KDVS ou síndrome Koolen.
Definição
É uma síndrome genética que envolve o cromossoma 17 – pode ser causada por uma microdelecção em 17q21.31 (incluindo o gene KANSL1) ou por uma alteração ou mutação do gene KANSL1.
Características
Geralmente, as pessoas com esse distúrbio revelam uma disposição que é descrita como alegre, sociável e cooperativa. Apresentam fraco tónus muscular (hipotonia) na infância e cerca de metade têm crises de epilepsia.
Os indivíduos afectados geralmente têm características faciais distintivas, incluindo uma testa alta e larga, pálpebras caídas, estreitamento das aberturas oculares, cantos externos dos olhos que apontam para cima, dobras da pele que cobre o canto interno dos olhos, nariz bulboso e orelhas proeminentes.
Nos homens, por vezes, os testículos não desceram.
Para além disto, os indivíduos com esta síndrome podem apresentar anomalias cardíacas, problemas renais e anomalias esqueléticas.
Prevalência
Este síndrome é uma condição rara, com estimativas de cerca de 1 em 16.000.
Existem muitos casos que não são diagnosticados – Contudo, actualmente, esta situação está a inverter-se pois os testes genéticos são mais acessível e comuns.
Causas
Pode ser causada por mutação heterozigótica no gene KANSL1 no cromossoma 17q21.31 ou por uma deleção de vários genes no cromossoma 17q21.31.
Esta síndrome é considerada autossómica dominante – isto é, uma deleção ou mutação que afecte uma cópia do gene KANSL1 em cada célula é suficiente para causar a desordem.
Na maioria dos casos, a doença não é herdada – pessoas afectadas geralmente não têm nenhuma história da doença na família.
Ainda assim, a variação genética ocorre com maior frequência como um acontecimento aleatório durante a formação de células reprodutivas ou no desenvolvimento fetal precoce.
A proteína produzida a partir do gene KANSL1 é encontrada na maior parte dos órgãos e tecidos do corpo antes do nascimento e ao longo da vida.
Através da sua participação no controlo da actividade de outros genes, esta proteína desempenha um papel importante no desenvolvimento e na função de muitas partes do corpo.
O risco de recorrência numa futura gravidez é baixo (provavelmente <1%), porém maior que o da população em geral – devido à possibilidade de mosaicismo da linha germinal de um dos pais.
Intervenção
A intervenção a realizar deve incidir na estimulação e desenvolvimento da cognição, motricidade global, comunicação e autonomia (pessoal e social). Com recurso à educação especial (programas educacionais dirigidos às dificuldades específicas identificadas), musicoterapia, fisioterapia, psicomotricidade, terapia da fala, psicologia, entre outros...
Devem ser realizadas consultas e exames de rotina de oftalmologia, assim como, vigiar a epilepsia, a escoliose, as possíveis luxações do quadril, as deformidades progressivas da coluna, as anomalias posicionais dos pés, os problemas cardíacos, renais e urológicos.
António pedro Santos
Bom ver reportagens sobre a síndrome tenho dois filhos com esta síndrome Pedro com 8 anos e Milena com 2 anos somos de Curitiba
ResponderEliminarInfelizmente pela falta de informação poucos profissionais conhecem ainda mais difícil é conseguir atendimento especializado pra TD que eles precisam
Meu filho tem 10 anos e foi diagnosticado há 2 meses com KDVS e um dos sintomas apresentados é o pé torto? É possível operar? Ou não tem correção?
ResponderEliminarOla. Espero que já te conseguido a resposta, e se ainda não, quero informar que no caso só meu filho, bastou USO DE BOTINHA ORTOPÉDICA...para solucionar.
EliminarDeus os abençoe 🙏
Minha filha é portadora dessa síndrome , tbm tem o pezinho torto e calcâneo curto .. Estamos em uso de parapodium , goteira , talas e colete ortopédicos ... Hj com 4 anos , tbm é autista e faz as terapias 😍😊... Somos de Uberlândia
ResponderEliminarSou psicopedagoga e artista. Conheci a sindrome a pouco tempo porque uma das minhas pacientes é portadora.
ResponderEliminarEstou desenvolvendo atividades cognitivas e motoras voltadas a aprendizagem e artistica para ajudar a ter melhor qualidade de vida.
Ela é uma pessoa maravilhosa e com muita vontade de apreder.
Esta sendo um grande aprendizado para mim e agradeço todos os dias por eu ter a oportunidade em partilhar conhecimento, alegria e muito amor nos meus atendimentos.
Boa noite!
EliminarTivemos ontem o diagnóstico da nossa filha Marcela. A vida inteira foi tratada como paciente autista. Sentimos alívio em saber que temos um norte, finalmente! No entanto, não conhecemos pessoas com filhos portadores de KDVS e também não sabemos se o tratamento será modificado. Qualquer contato e muito importante para nós! Somos de BH/MG