"Li o poste e é muito interessante especialmente porque sofro de epilepsia e gostava de saber se isto também ocorre em adultos pois quando era pequena eu tinha este síndrome".
Claudia
Boa noite... Desde já e para não nos estendermos muito na definição da síndrome... Começo por dizer-lhe que na minha opinião... Esta síndrome, embora se desenvolva na infância tem um desenvolvimento como qualquer problemática... Assim sendo, poderá ter vários caminhos, isto é... consoante a sua categoria, poderá desenvolver para outras síndromes, ou “manter-se” apenas na epilepsia.
A síndrome de West, é uma forma de epilepsia que se inicia na infância. É caracterizada pela tríade: espasmos infantis, hipsarritmia e atraso mental.
Pode ser classificada em três categorias: sintomáticos: são casos com causa bem definida (ex. hipóxia neonatal), criptogénicos: com fortes suspeitas de causa orgânica, identificados por anormalidades ao exame neurológico, sem êxito em se obter uma etiologia e idiopáticos: são os casos em que não se define uma doença de base, estando o desenvolvimento psicomotor algumas vezes normal.
O prognóstico para crianças com síndrome de West idiopática é mais positivo do que para aqueles com as formas criptogénica ou sintomáticas.
Os casos idiopáticos, são os menos propensos a mostrar sinais de problemas de desenvolvimento antes de começar os ataques - os ataques podem ser tratados de uma forma mais eficaz. Para além disto, são menos propensos a passar a desenvolver outras formas de epilepsia - aproximadamente 2 em cada 5 crianças desenvolvem a mesma taxa de crianças saudáveis. Para crianças com síndrome de West sintomático e criptogénico, o prognóstico não é tão bom.
Cerca de 70% dos pacientes poderão evoluir para um atraso mental severo; 14% apresentarão um desenvolvimento cognitivo próximo do normal e entre 18 e 50% dos pacientes vão desenvolver síndrome de Lennox-Gastaut ou algum outro tipo de epilepsia generalizada (a mortalidade aumenta).
Cerca de 6 de cada 10 crianças com síndrome de West sofrem de epilepsia mais tarde na vida – parece que é o que acontece consigo.
António Pedro Santos
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