Quando se fala em Autismo, há uma preocupação excessiva com as características implícitas do autismo e coloca-se um pouco de parte o mais importante: a criança/Jovem.
Todos somos diferentes, cada um com as suas características, feitios, manias, ritmos e modos de aquisição de conhecimentos diferentes.
O mais importante é olharmos para a criança/jovem como uma pessoa com características próprias pois o autismo não define a criança como pessoa.
É preciso tentar compreender o mundo segundo o olhar destas crianças/jovens.
Quantos de nós já não se perguntou: “O que será que ele está a pensar?” “Porque será que reage desta forma?”
Há inúmeros aspectos que devemos ter em conta para compreender certas atitudes e comportamentos. Devemos sim observar e conhecer cada criança de modo a perceber os seus gostos, a sua forma de comunicar e expressar o que pensa.
Os profissionais que atendem as pessoas pertencentes ao espectro autístico necessitam compreender as peculiaridades envolvidas na maneira como elas vêem e vivem o dia-a-dia.
Compreender estas diferenças e esforçar-nos para em determinados momentos ver o mundo pelos olhos deles é essencial para a criação de boas estratégias terapêuticas e educacionais.
Carla Pinheiro (Professora)
Data: Março de 2008
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