“As escolas deveriam munir-se de recursos que permitissem uma formação sustentada a todos os alunos incluindo aqueles que têm NEE .”
(Francisco F . Lemos 1999)
Cada aluno com Necessidades Educativas Especiais é um ser único, com comportamento pessoal e social muito variável, necessitando de uma resposta individualizada que vá ao encontro das suas necessidades educativas, com estratégias e metodologias diferenciadas.
É necessário considerar as suas potencialidades individuais e criar situações positivas de aprendizagem nos aspectos sociais e afectivos.
Muitos alunos requerem um currículo alternativo que responda de imediato às suas necessidades e constitua a base para o desenvolvimento das suas capacidades funcionais no futuro. Deverá ainda a escola, em conjunto com a família, planear e organizar a inserção na vida adulta em função das capacidades e necessidades de cada aluno, de forma a garantir a sua qualidade de vida. Para tal, poderão ser estabelecidas parcerias entre vários serviços de modo a concretizar o projecto de vida estabelecido para o aluno. A transição poderá ser para uma actividade profissional, se possível, ou para uma ocupacional.
A nova legislação para a Educação Especial (Decreto-Lei 3/2008 de 7 de Janeiro), introduz alterações positivas neste aspecto. Prevê um Plano Individual de Transição, que deve complementar o Programa Educativo Individual, no caso dos jovens cujas necessidades educativas especiais os impeçam de adquirir as aprendizagens e competências definidas no currículo comum.
Autoria: Anabela Lourenço (Professora)
Data: Fevereiro de 2008
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