“As escolas deveriam munir-se de recursos que permitissem uma formação sustentada a todos os alunos incluindo aqueles que têm nee.”
Francisco F. Lemos, 1999
Na escola deveria existir igualdade de acesso a oportunidades educativas para todos os jovens, incluindo os que têm nee, apoiando-os na transição de um nível educacional para a vida laboral, como membros activos da sociedade.
A Declaração de Salamanca (UNESCO 1994) refere que a escola deve apoiar os jovens com nee a tornarem-se economicamente activos e dotá-los com as competências necessárias à vida diária, oferecendo formação em competências que respondam às exigências sociais e de comunicação e às expectativas da vida adulta.
É assim fundamental que a escola desenvolva uma estreita colaboração e articulação com o sector do emprego a fim de conseguir oferecer formação relevante para maximizar as capacidades e potencialidades dos alunos com nee de forma a viverem, sempre que possível, de forma independente.
Actualmente muitos alunos com nee abandonam a escolaridade e a formação sem um nível de qualificação mínimo para entrarem com sucesso no mercado de trabalho.
Os jovens com nee enfrentam grandes dificuldades na empregabilidade e deveriam ser eficazmente acompanhados através de uma correcta orientação vocacional e implementação (em colaboração com as famílias) de programas educativos individuais adequados a uma formação qualificada e certificada, dentro da escola, que permita responder eficazmente aos alunos (com respeito pelas suas escolhas pessoais) e às necessidades do mercado de trabalho.
A escola tem de funcionar em rede (com colaboração entre todos os profissionais envolvidos), para que os alunos possam aceder a experiências práticas, em diversos campos profissionais.
Mas é indispensável facultar às escolas diversos recursos materiais e humanos, actualmente inexistentes, e cuja ausência inviabiliza os maiores os esforços.
Autoria: Isabel Brás (Professora)
Data: Maio de 2007
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