1ª Frase
“As escolas deveriam munir-se de recursos que permitissem um formação sustentada a todos os alunos incluindo aqueles que têm nee.”
(Francisco F. Lemos 1999)
Conforme o 2º artigo da Lei de bases do Sistema Educativo (2005), “ é da especial responsabilidade do Estado promover a democratização do ensino, garantindo o direito a uma justa e efectiva igualdade de oportunidades no acesso e sucesso escolares.”
Será que as políticas educativas até agora vigentes têm sido promotoras “de uma justa e efectiva igualdade de oportunidades” para crianças com necessidades educativas especiais (NEE)? Será que os meios até agora mobilizados são os mais adequados e os necessários para uma resposta eficaz e promotora de sucesso escolar? Estas são apenas algumas questões que me surgem acerca desta problemática.
Em meu entender, oportunidades educativas iguais significa que cada criança deverá ter acesso à experiência educativa tendo em conta a sua individualidade, o seu ritmo de aprendizagem, as suas aptidões, capacidades e limitações. No caso de crianças com NEE, a garantia dessa eficácia tem de passar pela existência de respostas pedagógicas especializadas/diversificadas adequadas às necessidades específicas existentes.
Na maioria das nossas escolas a inclusão destas crianças passa por uma inserção numa turma regular, sem que hajam os meios físicos, técnicos e humanos necessários. É essencial que as nossas escolas sejam munidas de equipamentos fundamentais e de equipas especializadas (docentes, psicólogos, terapeutas, técnicos de saúde e de serviço social, auxiliares pedagógicos) que assegurem e que garantam a formação global destas crianças.
Cabe a nós, profissionais de educação, procurar caminhos para o desenvolvimento das estratégias educativas que visem a promoção da inclusão e a eficácia educativa.” Está nas nossas mãos, e cada um pode fazer qualquer coisa. Mas nas nossas mãos sozinhas, a areia fina escoa-se” (Pedro Strech).
Autoria: Sofia Narciso (Professora)
Data: Maio de 2007
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