A Inclusão de Crianças e Jovens com Nee


Não há, não,
Duas folhas iguais em toda a criação.
Ou nervura a menos, ou célula a mais,
Não há, de certeza, duas folhas iguais.

António Gedeão
(in Madureira & Leite 2003)


É necessário que a escola desenvolva processos de inovação e mudança que respondam com eficácia a todos os alunos.




A atenção às diferenças individuais, seja qual for a sua origem, numa escola inclusiva, exige currículos abertos e flexíveis, capazes de responder às necessidades comuns ao conjunto da população escolar.



É necessário que haja diferenciação, adaptação e individualização curricular às necessidades e características de cada aluno, em especial dos alunos com NEE. Todos os alunos deverão ter os mesmos direitos e oportunidades, incluindo o direito à diferença e a uma educação adaptada às suas necessidades.



Os princípios básicos para a intervenção, fundamentam-se em detectar e intervir o mais cedo possível, ter um optimismo razoável, baseando-nos nas capacidades e recursos que a criança tem, oferecendo-lhe situações e experiências que permitam o seu desenvolvimento, gerar uma dinâmica de êxitos no trabalho a realizar, para que a criança se sinta capaz de vencer as dificuldades.


 


Proporcionar um ensino individualizado, aceitar as diferenças,
reconhecer o que a criança é capaz de fazer e respeitar o seu ritmo.



Em todo este processo é fundamental o desenvolvimento de um trabalho de cooperação entre os diferentes intervenientes no processo educativo.



Importará também ajudar a família a desenvolver comportamentos e práticas conducentes ao reforço das suas capacidades e competências e ao fortalecimento das relações pais/filhos, no sentido de uma optimização do ambiente familiar que seja facilitador do desenvolvimento das crianças.



Uma abordagem de parceria baseada nos pontos fortes, assim como uma resposta às necessidades específicas das crianças e das famílias, são fundamentais para a inclusão com sucesso das crianças com Necessidades Educativas Especiais.

"O sucesso educativo de todos só é possível com a colaboração de todos."
(Diogo, 1998)



Autoria: Ana Lourenço (Educadora Especializada)

 


Data: Novembro de 2006 




 


Comentários

  1. lidiavmendes@gmail.com3 de dezembro de 2006 às 15:54

    Boa noite!

    Venho por este meio solicitar bibliografia ou material em suporte informático em todas as temáticas do ensino especial.
    Se me puderem ajudar, agradecia imenso.
    Obrigada

    Professora Lídia
    lidiavmendes@gmail.com

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  2. É muito interessante encontrar ideias tão positivas e construtivas relativamente e em particular, às nossas crianças diferentes. Desmotivante é perceber que na maioria dos casos não são levadas à prática.
    Sou mãe duma criança autista e tenho um blog onde tenho vindo a deixar o meu testemunho sobre esta realidade: light_pt.blogs.sapo.pt.
    Peço desculpa pela minha descrença mas, apesar de perceber que os nossos governantes pouco ou nada fazem por estas crianças tenho constatado que a falta de interesse e de cuidado não se confina a estes. As lutas pelas carreiras e categorias profissionais têm-se sobreposto aos legítimos interesses das nossas crianças "diferentes" e das respectivas famílias.
    Acreditando que da "discussão e partilha nasce a Luz", deixo aqui o meu Bem Haja a todos quantos realmente se importam.

    Amélia Florindo (mãe)

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    Respostas
    1. Devo dizer-lhe que abri este blog por acaso e que me tocou bastante. Sou licenciada em Ensino Básico do 1.º ciclo e acredito que muitas pessoas vêem o autismo com bastante "medo". Eu não sou melhor que ninguém acredite, mas tive uma aluna autista (um síndrome que eu não achei bastante grave), talvez porque tive a sorte de a encontrar numa fase em que já muita coisa tinha sido feita (Principalmente a integração com os colegas de turma e aceitação de que ela não é diferente mas sim especial). Devo dizer-lhe que me senti bastante concretizada ao observá-la, o mundo que ela me transmitia, o mundo que era visto por ela deveria ser muito melhor que o nosso. Só lhe posso dizer que tenha FORÇA, que não perca a esperança porque ainda existem pessoas que se importam acredite. E MAIS, VOCÊ SERÁ SEMPRE A PESSOA MAIS IMPORTANTE PARA O SEU FILHO, A PESSOA QUE O VÊ POR AQUILO QUE ELE É E NÃO COMO ALGUÉM COM ALGUNS PROBLEMAS A NÍVEL DE COMPORTAMENTOS DA SOCIEDADE.
      Um abraço e muita força para si e para o seu filho.
      Liliana

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    2. Obrigada Liliana pelas palavras de ânimo que sempre me emocionam e por se "importar". Sei que ficamos mais sensíveis a um problema quando ele nos toca à porta, mas devo dizer-lhe algo que omiti no blog: mais do que o desinteresse em geral da sociedade por estas crianças é o desinteresse dos familiares mais directos que me deixa chocada, como por exemplo: o pai. Infelizmente não somos a única família onde o pai simplesmente se desinteressou e abandonou, denotando até um certo embaraço por mostrar à sociedade que tem um filho "diferente". Felizmente para eles que as mães têm geralmente uma outra conduta. Felizmente para eles que existem pessoas, das quais a Liliana é exemplo, que se importam apesar de não terem esse problema em casa. A todos o meu Obrigada.
      Disponha.
      Amélia Florindo

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  3. Boa Noite,,

    Sou uma aluna da Escola Profissional de Braga e encontro-me a frequentar o 12º ano do Curso Técnico de Secretariado, onde estou a desenvolver a minha Prova de Aptidão Profissional, cujo tema é "Necessidades Educativas Especiais”.

    Tive a oportunidade de aceder ao blog " educação diferente", que me deixou muito sensibilizada, com todos os testemunhos, motivando-me ainda mais para a escolha deste tema.

    Para a realização da minha prova, propus-me elaborar 3 objectivos, onde para a realização do 1º objectivo (abordar a temática das necessidades educativas especiais), necessito de encontrar documentação sobre esta temática, pelo que agradeço, se possível, a sua colaboração no sentido de me enviar material sobre esta temática

    Para a realização do mesmo, também estou a organizar um workshop e, gostaria de ter presente um palestrante que tivesse a disponibilidade de contar a sua história, bem como as dificuldades que encontrou na inserção do aluno na escola
    Agradecia que me envia-se, com a maior brevidade possível, uma resposta através do e-mail sec041183@epb.pt ou para a morada: Lúcia Adriana Gonçalves Pereira, Lugar da Várzea – Priscos, 4705 – 576 Braga

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  4. Boa tarde,

    Sou Professora do 1º Ciclo e estou a tirar uma Pós-Graduação em N.E.E . Estou a realizar um projecto cujo tema é: " Alunos com N.E.E . aumentam a indisciplina na sala de aula".

    Se me pudessem ajudar com algum material bibliográfico agradecia imenso.

    Obrigada.

    Professora Ana

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  5. Estando inserido nesta sociedade cruel e desumana,que tanto se preocupa com o seu proprio egoismo,nao consigo entender como e possivel passar ao lado do menino/a "diferente"e ficar impavido e sereno como se os olhos nada vissem e o coraçao nada sentisse.É tempo de todos nos preocupar-mos com a diferença e criar-mos estruturas morais e educacionais para estas pessoas tao bonitas serem,eles,também felizes...nao falo em esmolas,falo em quebrar preconceitos e em quebrar barreiras de isolamento.Falo num ensino capaz e adaptado a cada ser "diferente" falo em Amor e em risos iguais para almas iguais.Falo em sensibilizar nas escolas para que as crianças sejam integradas e nao alvo de exclusao.Temos esta responsabilidade de mudar os valores.
    E tempo de os pais serem unidos e exigir politicas sociais e de educaçao para os governantes;nao disse pedir!Disse exigir!!Eles teem que que governar para os mais necessitados e as pessoas "diferentes"sao parte integrante da nossa sociedade.
    Lamento quando me olho ao espelho e vejo em mim um homem bonito porque me amo e quando tantos se olham em outros espelhos e choram porque sabem que tantos seres humanos os preferem ignorar...apenas porque sao "diferentes"
    As mães e pais que amam seus meninos "diferentes"o meu muito obrigado e o meu abraço de fraternidade.
    Com amor:
    AMÂNDIO ANTÓNIO GOMES
    Matosinhos,26 de Maio de 2008

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  6. Gostei muito do seu texto e tal como algumas pessoas que o comentaram também eu lhe gostava de pedir bibliografia sobre as NEE. Sou estudante da Universidade de Évora do curso de Educação de Infância e estou muito interessada neste tema.
    Agradeço a disponibilidade.

    Ana Sofia

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    1. Ana

      Segue alguma bibliografia que consultei para a realização de um trabalho sobre paralisia cerebral. Há imensa bibliografia nas bibliotecas universitárias, tente procurar online e vai ver que há um mundo de informação sobre as diversas temáticas no âmbito das NEE.
      Bom trabalho e espero que estas referências a ajudem !
      Um abraço
      Tânia Vieira

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    2. Olá a todos chamo-me Dénia Brás e gostei dos comentários, especialmente das indicações bibliográficas sobre Paralisia Cerebral. Estou a fazer uam Pós-graduação em NEE e é o tema do meu trabalho final.
      Agradeço a orientação de Tânia Vieira, pois toda a ajuda é bem-vinda.
      E sim, acredito que milagres não acontecem, mas com humildade e força de vontade muitas barreiras se quebram e se aprende muito, especialmente com quem é "especial". Obriga-nos a olhar o mundo `de outra forma e a sermos mais solidários.
      Um abraço, ficando à espera de mais indicações vossas.

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  7. Todos temos que nos ajudar quando o assunto é educação , pois ninguém é tão sábio a ponto de saber tudo ....

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  8. nee é um pouco complicado. mas com muito carinho e amor , ultrapassamos qualquer barreira.

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  9. Adorei este post... e deu-me jeito para um trabalho sobre necessidades educativas especiais (NEE).

    Obrigada :)

    Beijinhos

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